O estudo analisou 3,8 milhões de pessoas durante 31 anos
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Pessoas casadas têm mais chances de sobreviver ao
câncer do que as que estão se separando no período em que são
diagnosticadas, segundo um estudo americano.
Pesquisadores da Indiana University analisaram dados de 3,8 milhões de pessoas diagnosticadas com câncer entre 1973 e 2004.
Eles
constataram que entre os participantes casados, as chances de viver
pelo menos cinco anos após o diagnóstico foram de 63%. Entre os que
haviam se separado recentemente, as chances caíram para 45%.
A equipe concluiu que o estresse provocado pela separação afeta a imunidade do paciente, tornando-o mais vulnerável à doença.
Casamento
O
impacto do casamento sobre a saúde já foi alvo de estudos anteriores e
os especialistas acreditam que o amor e o apoio do parceiro sejam
essenciais na luta contra a doença.
O novo estudo, que será publicado na edição de novembro da revista científica Cancer, da American Cancer Society, parece confirmar essa teoria.
A
equipe analisou índices de sobrevivência ao câncer durante cinco e dez
anos entre casados, nunca casados, divorciados, viúvos e
recém-separados.
Depois dos casados, o
grupo dos participantes que nunca foram casados apresentou os melhores
resultados, seguido pelo grupo dos divorciados e, depois, pelos viúvos.
Índices de Sobrevivência
- Casados - 63% sobreviveram durante mais de cinco anos, 58% alcançaram a marca dos dez anos
- Nunca casados - 57% e 52%, respectivamente
- Divorciados - 52% e 46%, respectivamente
- Viúvos - 47% e 41%, respectivamente
- Recém-separados - 45% e 37%, respectivamente
"Pacientes
que estão se separando na época do diagnóstico podem ser um grupo
particularmente vulnerável", disse Gwen Sprehn, principal autora do
estudo.
"A identificação de estresse
associado a relacionamentos no período do diagnóstico poderia levar,
logo cedo, a intervenções que poderiam ter um impacto favorável na
sobrevivência (do paciente)", sugeriu Sprehn.
Entre as possíveis intervenções mencionadas pelos especialistas estariam, por exemplo, tratamentos psicológicos.
A
pesquisadora acrescentou, no entanto, que são necessárias mais
pesquisas sobre o assunto principalmente para identificar a razão
desses padrões de sobrevivência.
Martin Ledwich, da ONG Cancer Research UK, que trabalha na pesquisa da doença, o estudo “não é conclusivo de forma alguma”.
“Pode
haver muitas razoes para explicar porque aqueles que estão separados
têm menos chances de sobreviver ao câncer nesse estudo”, disse.
“Os
fatores mais importantes, que aumentariam as chances de um paciente
sobreviver à doença, são estar ciente sobre os sintomas, se apresentar
ao médico o mais cedo possível e fazer o tratamento contra a doença”,
afirmou a especialista.