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Lidar constantemente com a dor e com o mal-estar não é uma tarefa
fácil, por isso os medicamentos que aliviam esses sintomas são quase
indispensáveis na vida de alguns pacientes, principalmente das pessoas
com mais idade. Com o envelhecimento, aumenta a incidência de doenças
crônicas e o corpo também já não reage com tanta eficiência contra os
microorganismos invasores.
Calcula-se que em média uma pessoa idosa ingira por dia quatro ou cinco
medicamentos de receita médica obrigatória e dois de venda livre. A
quantidade e a variedade de remédios pode prejudicar o funcionamento do
organismo. O avanço dos anos acarreta muitas mudanças, entre elas a
diminuição da porcentagem de água no corpo. Como a maioria dos remédios
são dissolvidos em água, quando há menos quantidade desse líquido, as
drogas atingem níveis mais altos de concentração, o que pode
potencializar os seus efeitos.
A complexidade do funcionamento do nosso corpo implica em muita
precaução na hora de ingerir uma substância estranha ao organismo. E,
para as pessoas idosas, como os riscos são maiores, o acompanhamento
médico deve ser mais estreito e freqüente. Entretanto, há um ponto
positivo: em geral, a adesão às orientações médicas é maior entre a
população de mais idade.